No ano em que o Riograndense completa 100 anos, a Casa de Memória parabeniza a todos que ajudaram a tornar o clube um marco na história esportiva de Santa Maria. Aproveitamos a oportunidade para postar um texto escrito por Edmundo Cardoso, em 15 de setembro de 2002, meses antes de seu falecimento.

                     “Reminiscências sobre o Riograndense Futebol Clube”

  • O 1º jogo que assisti, fui com meu pai Etelvino Cardoso e devia ter mais ou menos uns dez anos (em 1927);
  • Os Eucaliptos que lhe deram o nome já lá estavam, e o estádio já tinha arquibancadas de um lado e do outro só bancadas;
  • Eu ia sozinho ao estádio e algumas vezes pulei o alambrado porque não tinha dinheiro para pagar o ingresso e não queria perder o jogo;
  • Dentre os jogadores que mais admirei, lembro: Ricardinho Elwanger que era muito meu amigo, um bom jogador da ponta-esquerda; Salaberry que foi um grande goleiro do Riograndense; Tatú que foi o meu jogador preferido, ele era goleiro, meu amigo e filho da nossa lavadeira, a Dona Antônia; Jaú que além de ser um ótimo jogador, era muito simpático; Assis que além de jogar no Riograndense também jogou no Internacional, era um jogador de garra, e com o qual até     poucos anos atrás, eu mantinha contato no calçadão, onde lembrávamos episódios de outros tempos.
  • Entre os times de fora do estado, com os quais jogou, lembro daquele contra o Bangú, e do memorável jogo em que o Riograndense jogou e venceu, no Estádio dos Eucaliptos, o time do Botafogo do Rio de Janeiro, campeão carioca de 1957. Isto aconteceu em 1958, ano em que Santa Maria festejava o seu centenário.
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